O Extremo Norte tem vindo a atrair vez mais atenção internacional, concentrando-se em especial nas questões da energia e do ambiente. Os potenciais recursos energéticos da região e o facto de as mudanças climáticas globais serem mais visíveis no Árctico estão a ser alvo de interesse geral. Muitos dos desafios no Extremo Norte só podem ser tratados através de soluções internacionais e de cooperação extensiva com outros países.
O Conselho do Árctico
O Conselho do Árctico é o único órgão regional de cooperação que inclui todos os oito países da região: os cinco países nórdicos, os Estados Unidos da América, o Canadá e a Rússia. A Noruega ocupa a presidência do Conselho durante o período 2006 – 2008.
Como presidente do Conselho do Árctico, a Noruega está a dar relevo às alterações climáticas e à gestão integrada de recursos nas águas do Árctico. Os esforços relativos à gestão integrada de recursos terão como base a abordagem definida no livro branco sobre gestão integrada da região do Mar de Barents – Lofoten. Relativamente às mudanças climáticas, a Noruega irá utilizar a sua presidência para obter maior conhecimento dos impactos globais e regionais do extremamente rápido processo de alteração climática que está a ocorrer no Árctico. Esse conhecimento é importante pois teremos de instituir modificações de grande dimensão no futuro. Além disso, as mudanças no Árctico são um sinal de aviso para o tipo de impacto com que poderemos ter de lidar em outras partes do mundo. Os países do Árctico pretendem cooperar na aplicação de medidas na região.
A Cooperação na Região de Barents
A Cooperação na Região de Barents é uma estrutura de base para a cooperação regional no norte. A região de Barents tem uma população de quase seis milhões de pessoas e possui ricos recursos naturais sob forma de florestas, minerais, petróleo, gás e peixe.
A tarefa específica da Cooperação da Região de Barents é o fortalecimento e a promoção da cooperação regional numa vasta gama de campos: o sector financeiro, o ambiente, o sector dos transportes e comunicações, a educação e a investigação científica, a saúde, a cultura, os povos indígenas, o sector da justiça, a cooperação em buscas e salvamento, a política de juventude, etc. Foram estabelecidos laços estreitos entre empresas nos países da região de Barents e entre municípios para além das fronteiras nacionais. A Cooperação da Região de Barents contribuiu para eliminar as antigas linhas divisórias existentes no norte e fomentou o desenvolvimento de uma forte dimensão de relacionamento entre os indivíduos.
Segurança nuclear
A Noruega está profundamente empenhada na cooperação com a Rússia tendo em vista a segurança nuclear. Desde 1995, o Storting atribuiu uma soma total de 1,3 mil milhões de coroas norueguesas a estes esforços, que se concentraram no noroeste da Rússia. Este empenho baseia-se no reconhecimento da existência de um grave risco de poluição radioactiva proveniente de instalações nucleares russas, podendo esse risco alargar-se à Noruega.
A nossa cooperação para a segurança nuclear conseguiu bons resultados em campos como a gestão segura, o transporte, o armazenamento e a eliminação de detritos radioactivos, combustível nuclear usado e outras fontes radioactivas nas regiões nossas vizinhas. A Noruega foi convidada a cooperar com a Parceria Mundial do G8 contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça e de Materiais Conexos, o que veio fortalecer os esforços do país nesta área. Nos últimos anos, as principais prioridades foram o desmantelar de submarinos nucleares desactivados, a eliminação de fontes de estrôncio radioactivo proveniente de faróis e bóias de sinalização ao longo da costa noroeste da Rússia, e as medidas de infra-estrutura para a gestão segura e a remoção de combustível usado da base marítima desactivada da Baía de Andreyev. Com base no Plano de Acção governamental para as questões de Segurança Nuclear, a Noruega forneceu um apoio considerável à melhoria dos padrões de segurança na central nuclear de Kola.
Ministério de Negócios Estrangeiros norueguês