A organização humanitária norueguesa "Kirkens Nødhjelp" (Igreja de Ajuda), em parceria com grupos locais brasileiros, deseja apoiar, por meio do Projeto OD, a luta contra o tráfico de seres humanos, que ameaça, especialmente, os jovens no Brasil.
O tráfico de seres humanos constitui o terceiro maior comércio criminoso do mundo, depois dos tráficos de armas e drogas. Por todo o mundo, jovens são comprados e vendidos como mercadorias. O tráfico atinge especialmente mulheres e jovens.
No dia 27 de outubro será iniciada a Operação um Dia de Trabalho. Pela 39ª vez, alunos das escolas norueguesas trocarão um dia de aula por um dia de trabalho, no tintuito de dar a jovens que vivem do outro lado da Terra melhores oportunidades de educação.
Pare com o tráfico de seres humanos!
No Brasil, as diferenças entre ricos e pobres são imensas. Quando não são fornecidas educação ou possibilidade de emprego, os jovens das favelas e da zona rural tornam-se alvos fáceis para os traficantes. - Nós queremos contribuir para dar alternativas aos jovens brasileiros, diz Kristin Rannem, líder jòvem da OD deste ano.
- Usaremos o dinheiro em coisas concretas como, entre outras, a educação; especialmente para garotas, que, dessa forma, terão a oportunidade de permanecer em suas localidades de origem, ao ivés de irem para as cidades e serem exploradas. Também realizaremos um trabalho de informações preventivas junto aos jovens das favelas, diz ela.
Os projetos projetos que receberão apoio da operação deste ano são Viva Rio (RJ), Ação Educativa (SP), Instituto Socioambiental (SP), Diaconia (Recife, Fortaleza) e Serviço da Mulher Marginalizada (SP). Eles são principalmente destinados a ajudar jovens de 13 a 19 anos de idade. Os jovens são moradores de bairros pobres no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Fortaleza, também incluindo os que vivem na área de Mata Atlântica no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. O nível de escolaridade desse grupo-alvo varia muito, porém o projeto visa, prioritariamente, os jovens com deficiência total ou parcial no ensino fundamental.
Para que a luta contra a escravização seja efetiva, é importante chamar a atenção das pessoas sobre o problema, utilizando a mídia e preessionando as autoridades brasileiras. Esses serão, portanto, os objetivos do projeto. Porém, para modificar as relações entre esses grupos sociais, é necessário mobilizar toda a opinião pública.
Anne Grønlund