Líderes indígenas participaram de curso sobre planejamento de projetos, baseado no método Marco Lógico, com apoio noruguês.
9/10/2007:: “Claro que é importante para nós esclarecer porque queremos dar preferência a certos assuntos, onde queremos gastar os recursos bastante limitados que podemos conseguir, além de definir como vamos aproveitar as possibilidades que temos,” dizem Davison e Semaril.
Os dois participaram da oficina realizada entre os dias 3 e 6 de setembro, no Centro de Formação dos Povos da Floresta da Comissão Pró-Índio do Acre (CPI/Acre), na cidade de Rio Branco. O tema da oficina era o Método Marco Lógico, uma ferramenta de trabalho que fornece subsídios sobre momentos importantes de gerenciamento de projetos: a fase preparatória e de análise, e a fase de planejamento.
Como a primeira oficina realizada em Goiás Velho, em agosto de 2006, esta última foi uma iniciativa conjunta da Agência Norueguesa de Cooperação ao Desenvolvimento (Norad), da Embaixada da Noruega, da Fundação Rainforest da Noruega (RFN) e da Rede de Cooperação Alternativa (RCA), e foi bem recebido pelas participantes.
“É proveitoso avaliar e descrever os atores que estão presentes dentro de nossas áreas de interesse, e definir como nos dirigir a eles”, concluem Davison e Semaril.
Ensino participativo e dinâmico
Na oficina atual, os participantes treinaram alguns instrumentos preparatórios importantes para um projeto de intervenção, como mapa de atores envolvidos, árvore de problemas e pirâmide de objetivos. Após a fase preparatória, os participantes fizeram o planejamento de um projeto, utilizando as informações levantadas.
O ponto da partida da oficina foi a descrição de uma situação relacionada ao desmatamento e as conseqüências disso. O exemplo foi tirado da vida do dia-a-dia dos povos indígenas, e deu luz a uma discussão ativa e inspiradora.
“Isso nós vamos aproveitar! Será muito útil, não somente na comunicação com o mundo lá fora, mas também em nossas discussões internas,” falaram os participantes depois de finalizado o curso.
A oficina contou com o coordenador pedagógico Luciano Nunes Padrão, especialista em Planejamento e Avaliação e agindo como facilitador, junto com Eli Koefoed Sletten da Norad. No total, a oficina reuniu 30 representantes de 15 organizações parceiras da Norad e da RFN, sendo 11 organizações representativas de comunidades indígenas e 4 organizações não governamentais voltadas para a questão indígena.
Lisa Elstad