Ibsen 2006

Personagens e resumo do enredo

O Pequeno Eyolf

Personagens de O Pequeno Eyolf
Alfred Allmers, proprietário de terras, homem de letras e professor ocasional
Sr.ª Rita Allmers, sua esposa
Eyolf, o filho do casal, de 9 anos de idade
Menina Asta Allmers, a meia-irmã mais nova de Alfred
Borghejm, um engenheiro
A Mulher Rato

Fonte: The Oxford Ibsen, Volume VIII, Oxford University Press 1977

Resumo do enredo
A peça decorre no espaço de um dia e meio na casa de Rita e Alfred Allmers, perto do fiorde e a alguma distância da cidade mais próxima. O casal tem um filho parcialmente paralisado com nove anos de idade, Eyolf. A deficiência do rapaz foi resultado de uma queda na primeira infância, quando tombou de uma mesa numa altura em que o deixaram sem vigilância, estando os pais totalmente absorvidos no acto de fazer amor. Depois deste acidente, Alfred Allmers parece ter-se afastado de Rita a nível sexual e emocional, tendo-se enterrado no trabalho que prepara sobre «responsabilidade humana», que considera ser a sua vocação e a grande obra da sua vida. Rita sente-se rejeitada pelo marido e este facto dá azo a repentes de ciúme violento em relação ao filho e à meia-irmã de Alfred, Asta, com quem este tem uma forte ligação. O enredo desenvolve-se depois do regresso de Alfred das montanhas, onde tomou a decisão de abandonar o trabalho na dissertação e de se dedicar totalmente à felicidade e ao desenvolvimento do pequeno Eyolf. Uma mulher idosa, conhecida como «a Mulher Rato», chega à casa e pergunta se há alguma coisa a «roer» ali. Oferece-se para atrair os ratos e levá-los até ao fiorde para que se afoguem, mas ninguém na casa pensa que haja alguma coisa a roer ali, nem de que se precisem livrar. Porém, o pequeno Eyolf fica fascinado pela sinistra Mulher Rato e segue-a até à água, onde se afoga. A morte do rapaz provoca o despoletar de crises entre os que ficam. Apercebemo-nos de que Alfred está apaixonado por Asta, que, por sua vez, descobriu através de algumas cartas antigas, que lhe foram deixadas pela mãe, que ela e Alfred não têm qualquer parentesco. Parte com Borgheim, um engenheiro que quer casar com ela.

Após reflectirem, Rita e Alfred decidem, apesar de tudo, ficar juntos e começar uma nova vida dedicada a cuidar das crianças pobres da região. Dos seus sentimentos de culpa, dor e vazio causados pela perda de Eyolf irá emergir uma consciência social.

Fonte: Merete Morken Andersen, Ibsenhåndboken, Gyldendal Norsk Forlag, 1995

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