Ibsen 2006

O Pequeno Eyolf iniciou O Ano de Ibsen no Brasil

O espetáculo "O Pequeno Eyolf", do dramaturgo Henrik Ibsen, esteve em cartaz em Brasília de 3 a 5 de fevereiro. A noite começou com uma palestra do Embaixador da Noruega, Sr. Jan Gerhard Lassen, sobre o tema “Ibsen e Grieg - A Natureza como fonte de inspiração”. Depois da peça houve um coquetel para marcar o início do Ano Ibsen e celebrar a realização do evento em Brasília.

7/2/2006 :: Em 2006 marcamos o centenário de morte de Henrik Ibsen. "O Pequeno Eyolf" iniciou as homenagens no Brasil. Na peça, o dramaturgo aborda os conflitos entre  dois casais e o filho de um deles. Sentimentos como ciúmes, inveja, poder e desprezo vêm à tona e delineiam relações familiares e sociais neste espetáculo. Rita Allmers (Tânia Pires), uma mulher sedutora e proprietária de terras, é casada com Alfred Allmers (Fernando Alves Pinto), um ex-professor e escritor que vive às suas custas. Essa relação desencadeada por uma forte atração sexual gerou um filho, Eyolf (Náshara), hoje com 09 anos, e que sofre de uma deficiência em uma das pernas. Asta Allmers (Carla Marins) é a meia-irmã de Alfred, que tem com ele uma relação de grande proximidade e dependência afetiva, o que causa o constante ciúmes de Rita, que é quem sustenta os dois, e tem no poder seu grande aliado. Borgheim (João Vitti), engenheiro e amigo da família, alimenta uma paixão não correspondida por Asta e tem muita afeição pelo menino. A rotina familiar é abalada pela visita inesperada de uma figura mítica da cidade, a Mulher dos Ratos (João Vittti), que provoca profundas mudanças na família.

“O texto reflete sobre a inércia e a nossa real possibilidade de mudança”, diz o ator João Vitti. “A Mulher dos Ratos é uma personagem mítica e tem haver com a cultura da época e com a visão da morte”, conta. “Já Borgheim representa o otimismo, a valorização da vida e a superação dos obstáculos”.

As duas figuras simbólicas retratam e exemplificam uma das fases do escritor. Já Carla Marins destaca o lado doce e amoroso de sua personagem. “Asta vive uma relação complicada com o irmão, é quase um triângulo amoroso. Ela representa o lado maternal e de forma doce interfere nos relacionamentos”, revela a atriz.

A apresentação da peça foi um grande sucesso em Brasília. O Teatro da Caixa Econômica Federal ficou repleto de brasilienses nas três noites em que a peça esteve em cartaz. Talvez isso sirva como fonte de inspiração para a realização de outros projetos do Ano de Ibsen 2006 em Brasília!

 

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Photo: Talu Produções e Marketing

O Embaixador Jan Gerhard Lassen fala sobre a natureza como fonte de inspiraçãoPhoto: Isabella Melo

João Vitti, Asta-Rosa Alcaide, Jan Gerhard Lassen, Náshara, Carla Marins e Isabella MeloPhoto: Leonardo Padovani

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