Olav nasceu em Ringerike, no leste da Noruega, em 995. Filho de Harald Grenske e parente do Rei Harald, O Louro (872-933), Olav chegou a ser mais um rei que sonhava com a Noruega unificada.
28/4/2006 :: Aos 11 anos, Olav já mostrava que pretendia ser um grande guerreiro. Bem jovem, seus inimigos lhe consideravam perigoso e valente. Ademais, Olav era bonito e poderoso. Segundo as obras do escritor e historiador Snorre Sturlasson, Olav logo se tornou um belo homem, com olhos azuis e cabelos louros. Um atleta forte e bom com arco-e-flecha. Adorado pelas mulheres e respeitado pelos homens, Olav ganhou o apeldido de ”Olav, O Grande”.
Foi também aos 11 anos, que Olav saiu com as expedições viquingues pela primeira vez. Era óbvio que ele tinha a herança do Rei Harald, O Louro. Olav fazia parte dos raides com todo selvagerismo, crueldade e gozo de vingança esperado de um jovem viquingue.
Olav viajava pela Europa. Na Dinamarca se uniu com Torkjell Høye e juntos resolveram atacar a Inglaterra. Em 1011 invadiram e conquistaram Canterbury. Logo depois, Olav viajou para a Normandia na França onde havia uma presença viquingue significante . Morou por dois anos hospedado na casa do Duque Richard da Normandia.
Na França e na Inglaterra, Olav foi influenciado pela religião católica e decidiu voltar pra Noruega trazendo a religião consigo. Ao chegar, encontrou um país dividido onde os chefes das tribos lutavam entre si por causa da a terra e da religião.
Olav tinha trazido quatro padres católicos da Inglaterra. Portanto pretendia estabelecer o catolicismo como religião oficial da Noruega. Era descendente do Rei Harald, O Louro, o primeiro Rei que pretendeu unificar os reinados na Noruega, portanto seguiu o mesmo caminho de seu antepassado.
Quando Olav chegou à sua terra em 1015 foi coroado Rei de Oppland. Começou a conquista dos pequenos reinados espalhados pelo país. Logo tinha conquistado o sul da Noruega. Em 1023 iniciou a campanha católica com o concílo de Moster. Foram passadas leis inspiradas na religião e, quem não aprovou, caiu nas mãos dos soldados do Rei Olav. Se não se convetessem ao catolicismo, iam perder ou a propriedade deles ou a vida. Parece cruel, mas essas leis não eram aplicadas somente aos pobres, mas também aos ricos e nobres, um contraste para o sistema judiciário da época.
O Rei estava perto de seu objetivo quando o rei da Dinamarca, Knut, O Poderoso, invadiu o reinado de Olav. Mesmo sendo poderoso e rei da Noruega, Olav tinha que fugir. Curiosamente, foi oferecido a Olav o Reinado da Hungria, mas o jovem rei em exílio só queria reinar sua própria pátria, a Noruega.
Determinado a reconquistar seu país, o Rei Olav convocou todos os seus soldados e voltou à Noruega em 1030. A batalha decisiva passou em Stiklestad, no atual condado de Nord-Trøndelag.
Olav morreu na batalha. As legendas dizem que levou um golpe no pescoço com o machado de Kalv Aresson, uma facada na barriga com a lança de Tore Hund e um golpe na coxa com a espada de Torstein Kanrresmed, antes de cair pela última vez. O exército do rei foi derrotado por um exército camponês que o superou por 3 vezes. Mas a história de Olav não acaba aqui. Diz-se que o corpo do rei foi levado à uma chácara. Um trabalhador rural cego entrou na casa onde o rei estava deitado. Raspou seu olhos com o sangue do rei e de repente voltou a enxergar. O camponês levou o corpo do rei e o enterrou perto de Nidaros, na atual cidade de Trondheim.
Não passou muito tempo e os inimigos de Olav lamentaram sua participação na batalha. Desejaram homenagear o rei falecido, e abriram seu túmulo. Ao ver o cadáver, as pessoas tinham certeza que o cabelo e as unhas ainda estavam crescendo. Então passaram a chamá-lo de Olav, O Santo.
A igreja católica santificou Olav em 1031. Olav, O Santo, é lembrado pela unificação da Noruega e o estabelcimento do catolicismo no país. Atualmente, o dia 29 de julho é o dia de São Olav, uma festa religiosa principalmente celebrada pela igreja católica da Noruega.
Thomas Haugvaldstad