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Educação e Pesquisa

A investigação na Noruega

  • As despesas globais da Noruega com a investigação e o desenvolvimento constituem 1,6% do produto interno bruto (PIB) em 2001, comparado com uma média de 2,33% da OCDE.
  • Em 2001, o financiamento público foi usado para custear 40% das actividades no sector norueguês da investigação, comparado com uma média de 29% nos países da OCDE.
  • Em 2002, a Noruega utilizou 0,14% do seu PIB em cooperação cooperação com outros países na investigação.
  • Em 2001, o sector norueguês da investigação empregou um total de 484000 pessoas. O número de participantes em actividades de I&D na indústria subiu acentuadamente nos últimos anos. Desde 1970, a percentagem de indivíduos envolvidos em I&D em relação à mão-de-obra geral mais que duplicou
  • Em 2001, as mulheres compuseram 28% da mão-de-obra total no sector da investigação, Tendo-lhes sido atribuído 40% dos graus de doutoramento em 2002. Este número representa um aumento de 7% desde 1970.

Aproximadamente 28% das actividades de investigação na Noruega são realizadas dentro do sector do ensino superior. Foi dada às universidades e faculdades a responsabilidade geral pela investigação fundamental e pela formação de investigadores. Também lhes foi atribuída maior responsabilidade relativamente à comercialização dos resultados de projectos de investigação de pessoal. Existem sete parques científicos com ligações operacionais à instituições de ensino superior e a centros independentes de investigação. Os parques científicos ajudam a cultivar os laços entre a comunidade de investigadores e o comércio e a indústria.

A Noruega possui uma ampla variedade de institutos de investigação públicos e privados. O sector independente da investigação representa cerca de 23% das despesas gerais com I&D.

Enfoque político em I&D
Existe um consenso generalizado no seio dos círculos políticos internos relativamente à necessidade de investir uma maior porção dos recursos nacionais humanos e económicos da Noruega em actividades de investigação e desenvolvimento. Um objectivo político global foi fixado para elevar, até 2005, as despesas de investigação norueguesas (em termos de percentagem de PIB) para um nível que no mínimo equivalente à média da OCDE. As autoridades deram prioridade ao incremento da atribuição de fundos públicos para actividades de investigação. Ao mesmo tempo, foram introduzidos esquemas de incentivo para encorajar o sector privado a investir mais em investigação e desenvolvimento (ver abaixo).

O sector norueguês da investigação
Quarenta por cento das despesas globais para investigação recebem financiamento público. O Governo e o Storting (parlamento norueguês) estabeleceram o enquadramento para as atribuições de fundos públicos a actividades de investigação, e estabelecem os objectivos e as prioridades gerais para a política de investigação nacional. Ao Conselho de Investigação da Noruega foi atribuída a principal responsabilidade pelo desenvolvimento e implementação de uma estratégia de investigação nacional. Cerca de 30% de todas as atribuições de fundos públicos para investigação são canalizadas através do Conselho de Investigação.Quase 40%

O Fundo de Investigação e Inovação foi introduzido em 1999 como meio de garantir mais financiamento público estável a longo prazo para a investigação norueguesa. Em 2004, o capital do fundo era constituído por 32,8 biliões de coroas norueguesas.

Investigação industrial
Mais de metade (51%) de todas as actividades de investigação da Noruega são levadas a cabo no seio do sector privado. O comércio e indústria noruegueses consistem principalmente em indústrias de matérias-primas como o petróleo e a produção de gás. Tanto a nível nacional como no estrangeiro, existe uma tendência para as indústrias desta natureza usarem recursos relativamente pequenos em actividades de I&D. Além disso, o sector industrial norueguês inclui uma grande proporção de pequenas e médias empresas que possuem capacidades limitadas para investir em I&D. Estes factores ajudam a explicar a razão pela qual os investimentos globais da Noruega em I&D são menores do que em muitos outros dos países da OCDE. Porém, as empresas norueguesas encontram-se entre as que mais recursos dedicam à investigação em indústrias como as de produtos da madeira, as indústrias do mobiliário e dos têxteis e comunicações por via satélite.

Existe um acordo político alargado relativamente à necessidade de incentivos públicos para aumentar o enfoque na investigação no seio do sector industrial norueguês. Um regime de dedução de impostos introduzido em 2002 permite às empresas deduzir até 20% das suas despesas em actividades de I&D. Este regime é administrado pelo Conselho de Investigação da Noruega em cooperação com a Innovation Norway.

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Controlling a micro-subPhoto: NTNU Info/Tor H. Monsen

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