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A cultura sámi cada dia mais visível

Apesar de ser um povo pequeno, a presença do povo sámi é cada dia mais visível na cultura Norueguesa, e o orgulho de ser sami esta cada dia a crescer.

15/5/2008 :: Turismo na terra dos sámis

Se você quer conhecer a cultura do sámi é melhor ir para o norte da Noruega. Lá existem empresas e agências de viagens especializadas em turismo da cultura sámi. Adventure Teigmo Husky é uma delas, e oferece várias experiências típicas da vida dos sámis. Num lugar tranquilo pode andar com huskys, comer a comida típica da rena, ver a dança no céu da Aurora boreal e dormir num Lavvo. A vida do sámi, num lugar tão frio durante o Inverno é dura, e os funcionários do Teigmo podem ensinar práticas sámi de sobrevivência, por exemplo como pescar num lago gelado. Talvez seja bom saber que o Teigmo também tem um hotel com comodidades da vida moderna, por exemplo sauna para aquecer-se e golfe para relaxar. O golfe pratica-se na neve, com bolas fluorescentes, claro.  

No Adventure Teigmo Huskys pode andar de trenos puxada por cães. Foto: www.teigmo.no

Música tradicional e moderna

Mas não se precisa ir tão longe para sentir a cultura sámi, porque a música deles viaja pelo o mundo inteiro. Mari Boine, que é considerada a voz do sámi, fez em Fevereiro 2008 dois concertos em Portugal, na Guarda e em Lisboa, que foram muito bem recebidos. Mas também vêm novos grupos sámi ao festival de música indígena Riddu Riddu em Kåfjord. Para quem consegue chegar a esta ilha remota, Riddu Riddu mostra música indígena do mundo inteiro, e um dos grupos que fez sucesso no festival foi Adjagas. O nome deles vem do sámi e significa o estado mental entre dormir e estar acordado. A música deles mistura o joik com eletrônica, mas também tem referências a Nick Cave, Neil Young e música tradicional como bluegrass.

Filmes no ambiente do sámi

O filme sobre os sámis, “Veiviseren” – “Fugindo da Morte” de Nils Gaup foi um dos melhores filmes noruegueses. Foi nomeado para o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1987. Este ano Nils Gaup está de volta com mais um filme sobre a história do sámi, desta vez sobre a revolta em Kautokeino em 1852. Gaup juntou os melhores atores da Escandinávia e fez um dos filmes mais caros da Escandinávia. O filme foi muito bem recebido. Mas a cultura do sámi existe também nos filmes independentes como Kill Buljo, uma curta-metragem que fez tanto sucesso na internet que se tornou num culto e foi mais tarde realizado em longa-metragem, lançado em 2007. Buljo é um apelido típico sámi e o filme é uma paródia de “Kill Bill”, num ambiente do sámi.

Design e orgulho de ser sámi

Duodji é o artesanato sámi que continua a ser feito com muito respeito pela tradição, mas nos últimos anos chegaram duas marcas de design moderno com inspiração sámi. “Brunsame”, “sámi negro” – trata-se de três amigos de Senja que lançaram uma marca de design para continuarem a estar juntos. Dois deles são adotados da Índia e quando eram crianças foram injuriados com o nome de “sámi negro”, que agora é um motivo de orgulho e uma marca de design bem recebida. 
A marca Huui é tudo sobre ter orgulho da própria identidade. As duas designers, Ragnhild Dalheim Eriksen e Terese-Merete M. Lindseth querem dar a conhecer a identidade sámi. Disseram que não são só os sámis que podem usar as t-shirts criadas por elas, mas todos os que apreciam aquele povo podem usá-las com orgulho. As designers usam o idioma Sámi nas t-shirts, usando expressões como “rapariga bonita”, ou “muito bem”. Elas consideram que a língua une o povo, mas infelizmente há bastante sámis que já não usam a sua própria língua. As designers acham que está na hora de reabilitar a idioma e a identidade do sámi. 

A marca Huui quer mostrar orgulho de ser sámi, e Cappa Nieda significa rapariga bonita na lingua sámi. Foto: www.huui.no  

 

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