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OS PRESENTES: O governador de Curitiba com sua esposa, Turid Bertelsen Eusebio, embaixadora da Noruega no Brasil, cônsul da Noruega em São Paulo, Jens Olsen, e Wilson Anderson, representante da família de Alfredo Andersen estava entre aqueles que foram presentes na abertura da aniversário dos 150 anos do nascimento de Alfredo Andersen. OS PRESENTES: O governador de Curitiba com sua esposa, Turid Bertelsen Eusebio, embaixadora da Noruega no Brasil, cônsul da Noruega em São Paulo, Jens Olsen, e Wilson Anderson, representante da família de Alfredo Andersen estava entre aqueles que foram presentes na abertura da aniversário dos 150 anos do nascimento de Alfredo Andersen.

O pai da pintura paranaense Alfredo Andersen: celebração em Curitiba

Última actualização: 08/11/2010 // O 3 a 6 novembro comemorou Curitiba o aniversário dos 150 anos do nascimento de Alfredo Andersen

A embaixadora Turid Bertelsen Rodrigues Eusébio abriu o evento Alfredo Andersen 150 anos de Kristiansand a Curitiba no dia 5 de novembro. No seu discurso ela diz:

- Graças a uma iniciativa brasileira, também nós, noruegueses, nos últimos anos, pudemos descobrir um pintor norueguês e um importante elo cultural entre o Brasil e a Noruega. Alfredo ficou por muitas décadas esquecido na Noruega, até que em 2001, com a ajuda brasileira, foi organizada uma exposição de suas obras na Noruega. Antes disso, Alfredo Andersen era praticamente desconhecido na Noruega.

A vida de Alfredo

Considerado pelos críticos de arte como “o pai da pintura paranaense” e como um dos precursores do Impressionismo no Brasil, Alfred Emil Andersen nasceu em Christiansand, capital do condado de Vest-Agder, sul da Noruega, em 3 de novembro de 1860.
Alfredo Andersen era polímata e talento precoce. Além de pintor (atividade pela qual se tornou mais conhecido), foi escultor, decorador de teatro, cenógrafo, desenhista e professor.
Esteve no Brasil pela primeira vez na Paraíba, onde – no Porto de Cabedelo, a bordo de um veleiro – pintou uma tela em homenagem à beleza do local. O perfil desbravador do artista se revelou mais uma vez em uma nova viagem, desta vez a Buenos Aires na Argentina.
Seu barco, contudo, precisou de reparos e o artista foi obrigado a fazer uma parada imprevista em Paranaguá, no Litoral do Paraná. Andersen nunca mais foi o mesmo. Apaixonou-se pelas belezas naturais do local e pela hospitalidade do seu povo. Apaixonou-se também por uma linda moça 25 anos mais jovem chamada Anna de Oliveira, descendente de índios carijós. Andersen era poliglota, mas não tinha conhecimentos da Língua Portuguesa. Porém, mesmo com as dificuldades do idioma e as diferenças culturais entre Brasil e Noruega, ele e Anna decidiram se casar. Tiveram quatro filhos.
O artista ainda voltou à Noruega em 1927, mas não aceitou o convite de um de seus antigos professores, Wilhelm Krogh, para ficar e dirigir a Escola de Belas Artes de Oslo. Já totalmente integrado à cultura e ao povo paranaense, Andersen recusou o convite e voltou ao Brasil.
Os últimos anos de vida de Andersen foram marcados pelo reconhecimento e por homenagens, como o título de «Cidadão Honorário de Curitiba», pela primeira vez concedido a alguém em Curitiba, que Andersen recebeu em 1931 da Câmara Municipal de Curitiba. O pintor, já então chamado de Alfredo Emílio Andersen, nome que ele «abrasileirou» porque fazia questão de ser mais facilmente identificado com o Brasil, faleceu em Curitiba no dia 9 de agosto de 1935, cercado de amigos, familiares e de uma legião de seguidores do seu estilo e da sua arte.

Uma decisão incomum

- A decisão do Andersen de se instalar no Brasil foi muito incomum. Numa altura em que muitos noruegueses emigravam para os Estados Unidos, ele estava entre os poucos que fizeram o mesmo na América do Sul. Enquanto a emigração para os Estados Unidos foi em grande parte coletiva, a emigração para o sul do continente americano, foi em primeiro lugar individual. Alfredo Andersen mostrou seu individualismo forte e desejo de fazer as coisas à sua maneira, diz embaixadora Turid Rodrigues Eusébio. 


Fonte: Gunhild Oland Santos-Nedrelid /Embaixada da Noruega   |   Partilhar na sua rede   |   print