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Foto: Terje Rakke / Nordic life / Innovation Norway.Foto: Terje Rakke / Nordic life / Innovation Norway

Investindo o património petrolífero para as gerações futuras

19.08.2009 // Como garantia para as gerações futuras, os rendimentos provenientes da exploração petrolífera norueguesa estão a ser investidos num fundo de pensão estatal. O fundo contribui com colocações de longo prazo e é um recurso para boas empresas do mundo inteiro. A transparência e as considerações éticas ocupam lugar de destaque na actuação do fundo.

Grande parte da receita da Noruega oriunda das abrangentes actividades petrolíferas no Mar do Norte é investida por meio do Fundo de Pensão Estatal – Global (FPE) em empresas e títulos do mundo todo. O fundo, que popularmente é chamado de Fundo do Petróleo, possui participação média de um por cento nas bolsas de valores globais, o que significa que o fundo garantiu o direito a uma parcela significativa dos lucros futuros das empresas cotadas nas bolsas do mundo todo.

Somente os dividendos são usados
Ao longo do tempo, o Estado norueguês não deve gastar mais dos rendimentos petrolíferos que o retorno real esperado do fundo – estimado em 4 por cento. Portanto, as mudanças de curto prazo nos preços de petróleo e gás natural influem pouco na política orçamentária.

Entre os fundos de dono único, o FPE é o segundo maior do mundo. No final do segundo trimestre de 2009, o valor do fundo era de NOK 2 385 biliões.

Perfil de risco moderado
O fundo diversifica os seus investimentos amplamente, tendo uma perspectiva de longo prazo. O objectivo para a administração do FPE é atingir a maior rentabilidade financeira possível dentro de um risco moderado. Desta forma, as gerações futuras também terão o melhor proveito do património.

O portfólio abrange cerca de 8 mil empresas com uma participação média em cada empresa de um por cento. A participação em empresas individuais nunca supera 10 por cento.

Investidor estável e transparente
A base sólida de capital do fundo e a perspectiva de longo prazo fazem com que o fundo não seja obrigado a vender acções em função de instabilidade no mercado ou períodos de grandes quedas de valor. Desta forma, o FPE pode ser um recurso importante e estável para empresas no mundo inteiro.

O fundo não faz parte da política externa da Noruega e não busca objectivos políticos ou estratégicos com os investimentos. Para reforçar esta postura atribui-se grande importância à transparência em torno da estratégia de investimentos e o tamanho do fundo. O FPE tem classificação muito elevada no ranking de responsabilidade e transparência dos fundos estatais elaborada pelo Peterson Institute.

Directrizes éticas
O objectivo de boa rentabilidade financeira está intimamente ligado ao desejo de actuar como investidor responsável. Embora o fundo não seja utilizado para atingir metas políticas ou estratégicas, é importante para as autoridades norueguesas que não haja investimentos que possam contribuir para actos antiéticos. Por conseguinte, criaram-se as directrizes éticas do fundo, as quais foram aprovadas com amplo consenso pelo Parlamento. 

Um conselho de ética orienta o Ministério sobre acções e títulos nos quais o fundo não deve investir. Por exemplo, o FPE não pode investir em empresas envolvidas na produção de armas nucleares, armas de fragmentação, minas terrestres ou armas bioquímicas. O fundo tampouco deve-se envolver onde há graves violações dos direitos humanos ou degradação do ambiente.

Influência positiva
O FPE já retirou os seus investimentos de várias empresas onde foram detectadas violações sistemáticas dos direitos humanos e laborais. Com a exclusão destas empresas, a Noruega consolida a sua postura contra violações destes direitos.

Ao mesmo tempo está claro que o FPE, como um dos maiores fundos do mundo, tem boas possibilidades de exercer influência sobre empresas e sectores no que diz respeito aos direitos humanos e laborais. Uma equipa especializada do Banco Central da Noruega dedica-se exclusivamente a influenciar as 8 mil empresas do portfólio para prevenir ocorrências de, por exemplo, trabalho infantil e degradação ambiental.


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